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sexta-feira, 9 de outubro de 2015

Niéde Guidon sobre situação do Parque da Serra da Capivara

“Pra mim é o fim de tudo isso”

niede-guidon

“Eu era professora em Paris, filha de pai francês e mãe brasileira, comecei a trabalhar no Brasil, fazia cursos com meus alunos e em 1992 o governo brasileiro pediu à França para me emprestar para que eu fizesse o projeto para proteção da Serra da Capivara, porque sendo patrimônio da humanidade é obrigação do governo brasileiro protegê-lo. Então a França me emprestou, vim para cá, fiz todo esse projeto. Deixei de morar em Paris para morar em São Raimundo Nonato para defender esse patrimônio e não consegui. Realmente um fracasso total”.
Com essas palavras de desapontamento, a arqueóloga Niéde Guidon, diretora-presidente da Fundação Museu do Homem Americano e reconhecida pelo seu grande trabalho no Parque Nacional da Serra da Capivara, concedeu entrevista à Teresina FM falando sobre as dificuldades enfrentadas pela entidade.  Em tom de desabafo, ela mostrou cansaço e decepção pela falta de empenho do Governo Federal para com o parque. Segundo ela, a situação está tão ruim que até o final deste ano a Fundação vai ter que fechar.
Ficheiro:Serra da Capivara - Several Paintings 2b.jpg
“O problema que nós temos é que os recursos estão cada vez mais diminuindo. O deputado Paes Landim fez emenda, tivemos repasse do Iphan, mas infelizmente são recursos para obras, para compra de equipamento e nosso problema é o pagamento de pessoal. Nós já tivemos que demitir uma quantidade imensa de pessoas, é muito triste. A situação está de um jeito que até o fim do ano a Fundação vai ter que fechar. Nós tínhamos recursos da Petrobras, que enviava todo ano e podíamos manter o parque. Tínhamos também a compensação ambiental, em que as empresas cujo trabalho prejudica o meio ambiente eram obrigadas a pagar e muitas escolhiam a Fundação para fazer o repasse, como por exemplo, Chesf e Vale do Rio Doce. Mas o Lula teve a ideia de mudar a lei em 2008 e criar um Fundo em Brasília e sumiu tudo”.
Niéde explica que havia 28 guaritas no Parque com pessoas trabalhando e cerca de 270 funcionários, mas a equipe foi reduzida para 40. A pesquisadora reafirmou ainda da falta que o aeroporto de São Raimundo Nonato faz e o tempo que se perdeu para que fosse construído. Atualmente, o parque tem recebido 25 mil turistas por ano. “O problema não é a pesquisa. Do ponto de vista científico, foi algo extraordinário, sempre contamos com o apoio do Ministério de Ciência e Tecnologia, temos um museu que não existe outro igual na América do Sul. Agora se o aeroporto de São Raimundo Nonato tivesse pronto, que começou essa discussão desde 1987, teríamos 6 milhões de turistas e teríamos recursos para manter o parque. Todo o nosso projeto não precisaria do governo, porque o turismo manteria a região, inclusive traria dinheiro para o Piauí. Nós já tivemos firmas internacionais que queriam construir prédios, mas quando viram o aeroporto desistiram; é muito difícil trabalhar nessa situação”.
A pesquisadora abordou a negligência do governo federal e questionou o fato de haver crise, mas não serem reduzidos cargos em Brasília. Ela alertou ainda para o fato de que se a Fundação fechar, o parque seria destruído.  “Eu acho que eu me enganei pensando que no Brasil trabalhando corretamente poderia mudar a situação dessa região que conheci nos anos 80. Tudo que poderia ter sido trazido para essa região para ter um status de primeiro mundo deu errado por causa desse aeroporto e de tudo que temos aqui no Brasil. A situação econômica no país realmente está terrível, mas existe maneiras de resolver o problema. A primeira coisa seria reduzir o número de ministérios que são 39. Porque aumentar impostos em vez de diminuir ministérios? São essas coisas que não entendo na maneira de trabalhar no Brasil. A pesquisa está comprovada, publicada, temos nosso acervo, o problema é que o parque seria abandonado. As pessoas vão entrar, caçar, vão tirar madeiras, muitas guaritas foram destruídas depois que tivemos que tirar os funcionários. Nesse parque nacional foram investidos mais de 4 milhões de dólares que a Fundação conseguiu com o Banco interamericano, com a França, Itália. Como disse a própria Unesco, é uma infraestrutura fantástica, isso pertence ao Brasil e vai ser destruído”.
A arqueóloga diz que para a manutenção de toda a infraestrutura do Parque hoje seria preciso de no mínimo 400 mil reais por mês. Por enquanto a Fundação tem recursos, mas é necessário prever as indenizações, pois se não for restabelecido o financiamento normal o parque terá que ser fechado e os últimos funcionários demitidos. Ela diz que se fosse para recomeçar, não faria tudo de novo. “Eu acho que perdi realmente a minha confiança no Brasil, inclusive estou pensando que tenho que voltar para a França, porque aqui não deu certo. Estou com idade avançada, problema de saúde. Pra mim é o fim de tudo isso. Para me substituir tem pessoas da própria cidade que se formaram e fizeram pesquisa conosco e podem continuar o trabalho se tiverem coragem, mas sem dinheiro não podem fazer nada. E não tem nada a ver o fato de o Parque ser no Piauí, ele é nacional e é obrigação do governo federal, do qual sempre tivemos apoio, mas agora está em redução completa porque o Brasil está falido”.

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Campos Novos music video.

Campos Novos dos tropeiros
Campos Novos de São João
Reduto catarinense
De progresso e tradição
Terra do leite e do mel
Campos Novos dos pinhais
Quem te visita uma vez
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quarta-feira, 1 de julho de 2015

Revolução de 1930


            A Revolução de 1930, que pôs fim à Primeira República, foi, para muitos historiadores, o movimento mais importante da história do Brasil do século XX. Foi ela quem, para o historiador Boris Fausto, acabou com a “hegemonia da burguesia do café, desenlace inscrito na própria forma de inserção do Brasil, no sistema capitalista internacional”¹. Na Primeira República, o controle político e econômico do país estava nas mãos de fazendeiros, mesmo e as atividades urbanas eram o pólo mais dinâmico da sociedade. Entre 1912 e 1929, a produção industrial cresceu cerca de 175%. No entanto, a política econômica do governo continuava privilegiando os lucros das atividades agrícolas. Mas, com a crise mundial do capitalismo em 1929, a economia cafeeira não conseguiu manter-se. O Presidente Washington Luís (1926-1930), com algumas medidas, tentou conter a crise no Brasil, mas em vão. Em 1929, a produção brasileira chegava a 28,941 milhões, mas só foram exportados 14, 281 milhões de sacas, e isto num momento em que existiam imensos estoques acumulados.

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    O maior partido de oposição ao partido republicano de Washington Luís era a Aliança Liberal. Era liderado pelo então governador do Rio Grande do Sul, Getúlio Dorneles Vargas. Mesmo sendo apoiado por muitos políticos que tinham sido influentes na Primeira República, como os ex-presidentes Epitácio Pessoa e Artur Bernardes, seu programa apresentava um certo avanço progressista: jornada de oito horas, voto feminino, apoio às classes urbanas. A Aliança Liberal foi muito influenciada pelo tenentismo, que foi um movimento de jovens militares que defendiam a moralização administrativa e cujo slogan era “representação e justiça”. Nas eleições de 1930, a Aliança Liberal perdeu, vencendo o candidato republicano Júlio Prestes. Mas, usando como pretexto o assassinato do aliancista João Pessoa por um simpatizante de Washington Luís, João Dantas, Getúlio Vargas e seus partidários organizaram um golpe que, em outubro de 1930, tirou Washington Luís do poder. Getúlio Vargas tomou posse do governo no dia 3 de novembro 1930, data que ficou registrada como sendo o fim da Primeira República.
    No início de seu governo, com a centralização do poder, Vargas iniciou a luta contra o regionalismo. A administração do país tinha que ser única e não, como ocorria na República Velha, ser dividida pelos proprietários rurais. Muitas medidas que tomou “no plano econômico financeiro não resultaram de novas circunstâncias, mas das circunstâncias impostas pela crise mundial”². O Brasil dependia demais do comércio do café para que o novo presidente o abandonasse. Para controlar a superprodução e a crise no Brasil, Vargas mandou destruir todos os estoques de café. Mesmo, com a crise mundial, conhecida como “crash de 1929”, houve uma intensa aceleração do desenvolvimento industrial. Entre 1929 e 1939, a indústria cresceu 125%, enquanto na agricultura o crescimento não ultrapassou 20%. Esse desenvolvimento deu-se por causa da diminuição das importações e da oferta de capitais, que trocaram a lavoura tradicional em crise, pela indústria. Mas, foi a participação do Estado, com tarifas protecionistas e investimentos, que mais influiu nesse crescimento industrial. Diferentemente do que ocorreu na República Velha, começaram a surgir planos para a criação de indústrias de base no Brasil. Esses planos realizar-se-iam com a inauguração da usina siderúrgica de Volta Redonda em 1946.

    A partir de 1930, a sociedade brasileira viveu importantes mudanças. Acelerou-se o processo de urbanização e a burguesia começa a participar cada vez mais na vida política. Com o progresso da industrialização, a classe operária cresceu muito. Vargas, com uma política de governo dirigida aos trabalhadores urbanos, tentou atrair o apoio dessa classe que era fundamental para a economia, pois tinha em mãos o novo motor do Brasil: a indústria. A criação do Ministério do Trabalho, Indústria e Comércio, em 1930, resultou numa série de leis trabalhistas. Parte delas visava ampliar direitos e garantias do trabalhador: lei de férias, regulamentação do trabalho de mulheres e crianças.

    Todo esse processo de desenvolvimento, no Brasil, foi acompanhado por uma verdadeira revolução cultural e educacional que acabou garantindo o sucesso de Vargas na sua tentativa de transformar a sociedade. Como disse Antônio Cândido, “não foi o movimento revolucionário que começou as reformas [ do ensino]; mas ele propiciou a sua extensão para todo o país”³. Em 1920, reformas promovidas separadamente por Sampaio Dória, Lourenço Filho, Anísio Teixeira e Fernando Campos já buscavam a renovação pedagógica. A partir de 1930, as medidas para a criação de um sistema educativo público foram controladas oficialmente pelo governo. Esta vontade de centralizar a formação e de torná-la acessível aos mais pobres ficou clara com a criação do Ministério da Educação e Saúde em novembro de 1930. Seu primeiro ministro foi Francisco Campos (1930-1932). Com a difusão da instrução básica, Vargas acreditava poder formar um povo mais consciente e mais apto às exigências democráticas, como o voto, e uma elite de futuros políticos, pensadores e técnicos. Em 1931, o governo decretou a obrigatoriedade do ensino religioso nas escolas públicas. Esta aproximação entre Estado e Igreja também foi marcada pela inauguração, a 12 de outubro de 1931, da estátua do Cristo Redentor no Corcovado. O historiador Boris Fausto afirmou que a Igreja, em troca, “levou a massa da população católica a apoiar o novo governo”4. Em relação ao ensino superior, o governo procurou estabelecer as bases do sistema universitário, investindo nas áreas de ensino e pesquisa. Foram contratados jovens professores europeus como Claude Lévy-Strauss que se tornaria, mais tarde, o criador da antropologia estruturalista.

    Além de haver um desenvolvimento educacional, houve uma verdadeira revolução cultural em relação à República Velha. O modernismo, tão criticado antes de 1930, tornou-se o movimento artístico principal a partir do golpe de Vargas. A Academia de Letras, tão admirada antes, não tinha mais nenhum prestígio. A cultura predominante era a popular que, com o rádio, desenvolveu-se por todo o Brasil. Como analisou Antônio Cândido, “nos anos 30 e 40, por exemplo, o samba e a marcha, antes praticamente confinados aos morros e subúrbios do Rio, conquistaram o país e todas as classes, tornando-se um pão-nosso quotidiano de consumo cultural”5.

    No entanto, foram os intelectuais partidários da Revolução de 1930, como Caio Prado Júnior, quem tiveram um papel essencial no processo de desenvolvimento cultural do Brasil. Sérgio Buarque de Holanda, com Raízes do Brasil principalmente, influenciou muito o desenvolvimento do nacionalismo no Brasil. Em este ensaio, Sérgio Buarque de Holanda buscou entender como se fez o processo da formação do Brasil como nação. Analisou a história desde a chegada dos ibéricos à América até os anos 1930. Este livro, como apontou Antônio Cândido, formou a mentalidade de muitos estudantes a partir de 1936, quando foi publicado6. Nesse livro, Sérgio Buarque de Holanda não só analisa o passado mas também dá os objetivos brasileiros para o futuro, principalmente no último capítulo do livro ( Nossa Revolução).

    Raízes do Brasil demonstrou que a independência do Brasil não se fez em 1822, pois a formação de uma nação não só se devia entender em relação à administração. O Brasil, para o autor, só seria independente quando não houvesse mais marcos, a não ser o passado, da era colonial. O retrato que Sérgio Buarque fez do livro é extremamente comparativo e psicológico. O conceito de “homem cordial”, que estudou em seu quinto capítulo, caracterizou o brasileiro como tendo uma personalidade única, diferente da dos europeus. Mas, como disse, “com a simples cordialidade não se criam os bons princípios”7. Por isso, defendeu tanto a industrialização e a centralização do poder, pois eram características da era pós 30.

    Sérgio Buarque de Holanda, com Giberto Freyre, formavam uma nova ala de intelectuais inovadores do Brasil. São os fundadores da Universidade de Ciências Sociais do Brasil e são os pioneiros dos movimentos nacionais e a favor da democratização da sociedade. Raízes do Brasil, mas também outros livros como Casa-Grande e Senzala de Gilbetro Freyre, quebra com todos os pensamentos expostos antes da Revolução de 1930. Como aponta Renato Ortiz, “o que era mestiço torna-se nacional” 8. Na República Velha, como o mostra Os Sertões de Euclides da Cunha, todas as raças que não fossem brancas eram inferiores. Mas, com suas obras, o entendimento popular da escravidão transformou-se muito. Sérgio Buarque de Holanda entende que não adianta mais separar o mundo em classes. Mas uni-las para formar uma nação.
    Vem daí a crítica dos sociólogos dos anos 30 aos movimentos integralistas (fascismo brasileiro) e comunistas. Nisto ele foi importantíssimo para a Revolução de 1930 pois os grupos extremistas já estavam bem fortes e, com sua obra-prima, queriam até tomar o poder. Mesmo não sendo oficialmente marxista, sua análise do processo histórico que abriria, no futuro, a total independência do país em relação à agricultura e à Europa.

Bibliografia:                                            

http://www.culturabrasil.org/revolucao_30.htm
(1) Fausto, Boris: A Revolução de 1930: historiografia e história, São Paulo, Brasiliense, 1972 p. 112
(2) Fausto, Boris: História do Brasil, São Paulo, Editora da Universidade de São Paulo, 1995, p. 334
(3) Cândido, Antônio: A Revolução de 1930 e a cultura, São Paulo, Cebrap, 1984, p. 28
(4) Fausto, Boris: História do Brasil, São Paulo, Editora da Universidade de São Paulo, 1995, p. 333
(5) Cândido, Antônio: A Revolução de 1930 e a cultura, São Paulo, Cebrap, 1984, p.36
(6) Cândido, Antônio: O Significado de “Raízes do Brasil”, São Paulo, Companhia das Letras, 1995, p. 9
(7) Buarque de Holanda, Sérgio: Raízes do Brasil, São Paulo, Companhia das Letras, 1995, p.185
(8) Ortiz, Renato: Cultura Brasileira e Identidade Nacional, “Da raça à cultura: a mestiçagem e o nacional”, p. 41

domingo, 30 de setembro de 2012

Bandeiras que o Brasil já teve


Até 1645, o Brasil utilizou os mesmos estandartes de Portugal. Depois, passou a ter seus próprios. E foram muitos: em 502 anos, o país já ostentou dez bandeiras. "Essas trocas sempre refletem mudanças políticas que ocorrem em uma nação", afirma a historiadora Célia Reis Camargo, da Universidade Estadual Paulista (Unesp). A frase é facilmente comprovada acompanhando a introdução de cada bandeira. 


"Pátria" (1919), de Pedro Bruno,
idealiza a confecção da nova bandeira do Brasil, com um casal de idosos ao fundo representando a monarquia.

A primeira foi a do império português. Em 1821, houve a queda do Absolutismo e a transformação em monarquia constitucional. Um ano depois, o Brasil se tornava independente, ganhando o pavilhão imperial,0 que permaneceu hasteado até a proclamação da República, em 1889. No dia 19 de novembro, surgiu a bandeira nacional usada até hoje. As estrelas, posicionadas conforme eram vistas no céu do Rio de Janeiro em 15 de novembro, representavam os 20 Estados e o município neutro (transformado depois em Distrito Federal). À medida que novos Estados eram criados, mais estrelas eram adicionadas - hoje são 27. 

Um pavilhão para cada ocasião
A história do Brasil é pontuada por uma dezena de bandeiras


1500
A bandeira portuguesa da época do descobrimento trazia a Cruz da Ordem Militar de Cristo com o escudo real.


1521
O estandarte de D. João III eliminou a cruz, apresentando como novidade uma coroa real sobre o antigo escudo.


1616
O emblema adotado durante a ocupação espanhola foi criado para Portugal e suas colônias durante a União Ibérica.


1640
A Bandeira da Restauração foi introduzida quando Portugal recuperou sua independência.


1645
A bandeira do Principado do Brasil ostentava uma esfera armilar, instrumento usado na navegação.

1816
A Bandeira do Reino Unido de Portugal, Brasil e Algarve nos deu status de reino depois da vinda da família real lusa para cá, em 1808.


1821
A Bandeira do Regime Constitucional foi adotada quando Dom João VI retornou a Portugal como rei constitucional.

1822
A Bandeira Imperial, adotada com nossa independência, introduziu as cores verde e amarela e uma estrela para cada província.

1889

Proposta de bandeira criada por José Lopes da Silva Trovão.Versão alternativa do projeto de Lopes Trovão, adotada pelo governo provisório por quatro dias.

A Bandeira da República Provisória, uma cópia do estandarte americano, tremulou por apenas quatro dias 
- de 15 a 19 de novembro.


1889
A bandeira republicana, usada até hoje, tem os Estados brasileiros e o Distrito Federal representados por estrelas.

Nova Holanda, também teve essa por um tempo em algum lugar:
Ficheiro:Flag of New Holland.svg